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Inicio / Cuenteros Locales / hibrida / CRESCEI E MULTIPLICAI VOS. ( I )

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Mariano e Cássia, sob chuva de arroz e pétalas de rosas saíram diretamente da igreja rumo a linda cidade de Flores para ali desfrutarem da lua-de-mel.

Mariano era um rapaz bem afeiçoado membro de uma família renomada na cidade onde acolheu seus antepassados que com o passar se tornou berço das gerações posteriores, inclusive, do próprio Mariano. Que fora criado sob os rígidos moldes da sociedade local muito conservadora e totalmente afeita às regras da igreja, que ditava, incluso, o comportamento doméstico dos cidadãos da pacata Canastra.

Em virtude do poder econômico dos pais o jovem Mariano é encaminhado à Europa para completar seus estudos. Retorna anos mais tarde à cidade natal que independente dos anos em nada havia se modificado. A fim de manifestar a satisfação de ter novamente o filho de volta ao lar, assim como para, de certa forma, exibir as aquisições culturais européias, patrimônio que se refletia nos finos e educados modos de Mariano seus familiares lhe prepara um evento festivo. Alguns familiares e muitos amigos são convidados.

O discurso de reapresentação do filho aos convivas pronunciado por Eugênio teve sua solenidade rompida... Os convidados voltando-se todos, cinematograficamente, para o centro do salão detêm toda a atenção sobre Cássia, que sem os perceber seguia metendo-se por baixo das mesas do salão à procura do pequeno Snowflake. Mariano deixa à companhia do pai que atônito no consegue impedir a atitude do filho. Espremendo-se entre uns e outros consegue chegar ao centro do espetáculo. Com voz quase inaudível Cássia repreendia o minúsculo gato que eriçado, com unhas expostas, defendia o objeto de prazer uma grande e apetitosa coxa de faisão, furtada enquanto sua a dona estava distraída apreciando o discurso eloqüente do tio. Cássia que até então não se havia dado conta da cena e da própria atitude assusta-se intensamente ao ver a presença do primo que ao levantar a toalha de uma das mesas ao vê-la se surpreende, também. Envergonhada a jovem esquece por alguns segundos de gato, e encara o primo, que lhe oferece a mão ajudando-a sair de debaixo da mesa, ao levantar a cabeça subitamente fica com o rosto muito rubro ao deparar-se com todos os olhares voltados a si. Volta imediatamente para debaixo da mesa, onde o Snowflake deliciava-se, dada-lhe duas sacudidelas, arrancando-lhe da coxa do finado faisão, coloca-o entre os braços e sai em disparada, rumo ao jardim. Mariano a segue com um olhar de encantamento. Eugenio pede desculpas e reconduz o evento que chega ao final tal qual o planejado.

Em palestra amistosa o casal Carmelo pede desculpas a Mariano pela infantilidade da filha. Este, entretanto, em nada parecia desapreciar a prima, encontrava-se como encantado pela beleza da jovem que havia deixado ainda bebê quando fora de viajem.

Nas conversas com parentes e amigos, colhia de maneira discreta informações sobre a linda prima. Mariano a cada nova descoberta obtida extasiava-se. Tornando-se visível o interesse dele por Cássia aos olhos de todos. Um grupo de amigos comum aos dois promove o primeiro encontro destes, que apesar dos laços familiares mantinham se distante pelas eventualidades do destino A cada um, um rumo.

Numa bela tarde de outono dar-se o não casual encontro entre os primos, encantados um pelo outro, tudo o que dizem de si ou aquilo que é descoberto como referências comuns a ambos suscita real sentimento de um profundo carinho.
Cássia apesar de sua juventude, e, meiguice quase infantil, que a levava a agir da forma como agiu conduzindo o bichinho de estimação a uma recepção cerimoniosa, não conflitava com seu temperamento maduro ao discutir assuntos de relevância - Embora não tenha saído da cidade o cabedal de conhecimento e temperamento, ora jovial ora de uma madureza extraordinária, da linda moça deixaram o primo ainda mais maravilhado.

Vários foram os encontros de descobertas e encantamento. Do curto noivado à troca das alianças, nada mais que seis meses. Era primavera e a belíssima, Flores, estava espetacularmente guarnecida! O casal no desfrute da ocasião deleitava-se com a beleza da cidade e da época que parecia felicitá-los pelo consócio.

Texto agregado el 04-05-2007, y leído por 101 visitantes. (0 votos)


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