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Inicio / Cuenteros Locales / hibrida / CARDÁPIO FESTIVO.

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O frenesi era realmente espetacular. Pessoas deslocavam-se num vai e vem rindo-se à toa, carros abarrotados de gente com os seus sons ligados em alto volume, os menos avisados suporiam de imediato se tratar de um campeonato de A Maior Potencia Sonora. Além do mais, o buzinaço, completava a confusão ensurdecedora.

Embora se tratasse de uma festividade popular percebia-se instantaneamente quem eram os recém chegados à cidade, o comportamento extravagante, os denunciava, eram os mais eufóricos como se àquele transe coletivo os afetasse de maneira mais efusiva. Carlos não fugia à regra. Seu espírito festivo, embora reprimido, ao sentir no ar às emanações dos festejos facilmente deixa sua personalidade habitual incorporando a de folião inveterado. Descomprometido com sua realidade ajunta-se à massa que segue arrebanhando a turba de semelhante aptidão.

A cultura da pequena cidade associada à faculdade empreendedora de alguns e às necessidades de muitos dos seus habitantes, com o passar desenvolveu um cardápio festivo apropriado ao paladar dos turistas ávidos por folias em longínquas estâncias.

Pela contagiante maneira de ser e de viver dos nativos, Carlos fixa-se no lugarejo. Desfrutando de suas aprazíveis comodidades naturais. Contudo, ajuíza sobre o padrão estético dos moradores, indo além das observações referentes ao comportamento sócio-político do lugar.

Entretanto ao rufar de qualquer tambor o pobre, desnorteado, segue como um zumbi em busca dos consortes, agregando-se à confraria amolda-se, à moda, alimentando seus sonhos e realizando suas fantasias. Passado o êxtase retoma as asseverações sobre a conduta da comunidade onde vive. Esquecido do acolhimento afetuoso, recebido, e de si mesmo...

E enredado em sua própria armadilha mental, Carlos, tenta constantemente fugir do todo em busca do nada. Refugiando-se numa espreita silenciosa. Todavia, volve-se cada vez mais vulnerável ao arrebatamento das vibrações sonoras e a permuta das mais diversas experiências que o levam a metamorfosear-se sem que perceba a exposição à que se submete, num comprometimento pessoal e dos seus...

Texto agregado el 19-04-2007, y leído por 110 visitantes. (2 votos)


Lectores Opinan
2007-04-19 23:09:05 muito boa narraçao e interessante o tema que trata...a metamorfose de Carlos, seu refúgio inválido no silencio, creio que é um pouco o sentimento que nós todos vivemos nos dias atuais...foi o que me veio à mente. muito bom***** nocheluz
 
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